Technology and the
faculty development imperative
Prof. Gary Brown - Diretor de aprendizado,
tecnologias e avaliações com esforços voltados para tecnologia em educação
da Universidade do Estado de Washington.
Durante sua palestra, o Prof. Gary Brown enfatizou
a necessidade de se fazer um trabalho com o corpo docente para melhorar a
educação. Ele disse que os professores passam por processos semelhantes
durante suas vidas acadêmicas, todos eles chegam a uma encruzilhada em que há
dois caminhos: um deles é a "minimização dos problemas" e o outro
é o do aprimoramento e aprendizagem, que exige uma reformulação da
educação.
Segundo o Prof. Gary, o Brasil é um mercado
atraente para o ensino à distância, mas isso não implica em uma educação de
qualidade. Para se ter esse tipo de ensino, o enfoque tem que estar na qualidade
do conteúdo e não apenas no aprendizado. Gary Brown diz isso porque nos
Estados Unidos há mais de 100 concorrentes que oferecem ensino à distância,
mas todos são iguais. Cita a empresa archipelago.com que usa atores em
vez de professores para ministrar as aulas. Ele questiona: "Será que
podemos concorrer com especialistas em educação e marketing?".
Em relação às novas tecnologias, o Prof.
informa que em 1961, nos Estados Unidos, acreditava-se que a televisão
revolucionaria a educação. Mas não foi pensado em como usar essa tecnologia
criativamente. O resultado é que atualmente os americanos assistem televisão
diariamente de 6 a 8 horas e lêem apenas 15 minutos por dia. "Os
educadores não abraçaram essa revolução, mas ela aconteceu. A televisão
tornou-se a primeira mídia", afirma.
O Prof. Gary relata que, com as novas tecnologias
da informática é importante repensar a sala de aula. Não é possível pensar
em professores profissionais para viabilizar isso. O corpo docente não muda a
linguagem ao ministrar uma aula de ensino à distância, os professores elaboram
o discurso como se estivessem em sala de aula. As instituições estão vendo
que é preciso fazer algo direcionado ao aluno. Segundo Gary Brown, o ensino
cooperativo é o que traz melhor resultado. Mas como usar esse tipo de ensino em
um sistema online? É preciso fazer uma ligação das novas tecnologias aos
modelos tradicionais. "Não é a era da informação que traz novidade,
mas a era da interação", afirma o Professor.
O Prof. Gary ainda reforça que, para se ter
resultados é preciso que haja contratos com instituições, departamentos e
docentes. Eles precisam estar evoluindo no processo de desenvolvimento do curso.
É preciso atualizar e avaliar o que é eficaz e o que não é. Os professores
têm que ensinar. A área docente precisa trabalhar com outras áreas, aceitar
críticas. Esse é o caminho mais difícil para se chegar à qualidade.
"A tecnologia vem se desenvolvendo a um
passo muito rápido. Nem sempre o professor é persuadido a usar a tecnologia.
Os alunos também não se adaptam imediatamente",
afirma Gary Brown, informando que na sua instituição eles estabeleceram o
prazo de 3 semanas para ocorrer a adaptação. Para resolver a resistência dos
docentes à tecnologia, enviaram alunos aos escritórios dos professores como
consultores. Esses estudantes os ajudam a montar os trabalhos. "O
desafio agora é ajudar o corpo docente a aprender com estas novas tecnologias,
de modo que possamos aprimorar o ensino. E fazer dessas novas tecnologias
ferramentas efetivas para um novo tipo de aprendizado", conclui.
"A essência do ensino à
distância é que não há tempo e espaço. Ela é transacional."