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Experiências de ensino à
distância práticas de sucesso
Prof. Ricardo Barcia - UFSC
(Universidade Federal de Santa Catarina)
Prof. Celso Niskier - UNIVIR (Universidade Carioca)
Prof. Miguel Borges de Araújo - UFC (Universidade Federal do Ceará)
Profa. Sylvia Vergara - PUC-RJ.
No início do painel, o Prof. Ricardo Barcia
apresentou um vídeo institucional sobre a experiência da UFSC, que criou o
Laboratório de Realidade Virtual (LRV) em 1996. Atualmente o LRV tem uma
equipe de 12 pesquisadores, seis colaboradores e um integrante.
O Prof. também apresentou as dificuldades
que os docentes tiveram de se adaptar à tecnologia, mas reforçou que eles
se dispuseram a aprender as ferramentas. Em Santa Catarina, 15 mil
professores foram treinados para usar a tecnologia como ferramenta para
melhorar a qualidade do ensino. Em um ciclo de palestras sobre o uso ou não
da tecnologia, a adesão pelo uso foi de 95% dos docentes.
O Prof. Ricardo destacou a burocracia como um
problema nessa área. Mas acredita que o ensino à distância seja
inevitável, pois facilita o acesso à educação continuada: "Fazer
um curso para a vida toda era um privilégio que não existe mais".
O Prof. Celso Niskier relatou sua
experiência em uma universidade completamente virtual, a UNIVIR, que tem
cerca de 2000 alunos. A universidade virtual é um ambiente eletrônico de
comunicação, voltado para a aprendizagem, mediado por professores e com
ferramentas que permitem a interação entre alunos.
O projeto UNIVIR surgiu em 1995 com o
objetivo de criar uma comunidade virtual de aprendizagem corporativa. O
Prof. disse que a instituição está caminhando para se tornar
personalizada, atendendo às necessidades individuais.
Em relação ao custo do ensino à
distância, Celso Niskier acredita em parcerias para repartir os gastos. "As
instituições têm que começar a formar redes entre si para poder
minimizar o custo de entrar nesta nova modalidade que é o ensino à
distância", afirma. A UNIVIR formou consórcios para colocar essa
experiência em prática.
O Prof. também destacou as dificuldades
dessa forma de ensino: "Há uma barreira cultural em relação ao
ensino à distância. O aluno ainda não tem maturidade e autonomia para
aprender sozinho. Quando as escolas mudarem sua visão vamos ter um aluno
que será um adulto em permanente aprendizagem", diz. Afirma ainda
que o ensino à distância já está crescendo no segmento executivo, onde
as pessoas não podem parar de aprender. Para viabilizar esse projeto, o
professor também precisa mudar sua postura e se tornar um orientador, um
facilitador da aprendizagem.
O Prof. Miguel Borges de Araújo, da
Universidade Federal do Ceará, afirmou que a falta de especialização dos
professores de ensino médio foi a motivação para a aplicação do ensino
à distância na UFC. A instituição queria estender a formação de
docentes para o interior do Estado, onde havia professores leigos em
pedagogia.
A videoconferência é o carro-chefe do
ensino à distância na universidade. Há 10 salas de recepção, duas na
capital e oito no interior, e não há mais do que 27 pessoas por sala.
Vídeo, CD-ROM, Internet e material impresso também são usados neste tipo
de ensino. As disciplinas ensinadas por esse método são matemática,
física, química e biologia. Os c
ursos tem em média 2400 horas, duração de
3 anos, há aulas semi-presenciais em janeiro e fevereiro, aulas práticas,
visitas periódicas e verificação de trabalhos individuais e em grupo.
A Profa. Sylvia Vergara relatou a
experiência da PUC-RJ, que teve início com a solicitação de um pool de
empresas por um pacote de educação à distância. Na Xerox, o curso está
na terceira turma. A Profa. afirma que a vantagem desta forma de ensino é
que os alunos podem fazer o curso de acordo com o seu tempo. Salienta que a
tecnologia é um meio e não um fim. É preciso ter cuidado com a qualidade
do conteúdo, com a proposta e objetivos dos cursos. Apresentou exemplos de
como o conteúdo dos cursos é trabalhado na Internet e concluiu sua
apresentação falando do objetivo de se ampliar as possibilidades na
educação. "O nosso cuidado é usar a tecnologia para o fim que os
filósofos gregos chamavam de vida boa, vida justa, enfim, para a
construção de um mundo melhor."
Sobre as dificuldades de aceitação que
ainda há nesse tipo de ensino, a Profa. diz que sempre que algo novo surge
há resistência, mas isso não vai se sustentar.
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